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O caso real que inspirou o filme A Órfã

Quando o filme de terror começa com as inscrições “inspirado em fatos reais” sem dúvida ele se torna automaticamente mais assustador, porque você cria uma empatia com os fatos apresentados, mesmo sabendo que eles não foram 100% como está na tela.

Porém mesmo que não seja uma representação perfeita, a história que inspirou o filme A Órfã não deixa de ser assustadora. Confira alguns detalhes sobre o famoso caso Kurim:

Klara Mauerova nasceu em Kurim, uma cidade checa localizada na região de Morávia do Sul, na República Checa, em 1975. Sempre foi tratada como uma criança com diversos problemas, sendo comparada a heroína francesa e santa católica Joana d’Arc, á que ela acreditava que ela tinha uma missão divina para cumprir a mando de Deus.

Klara mesclava as suas fantasias com a da irmã Katerina Mauerova, que tinha uma personalidade semelhante a sua. Ainda assim Klara seguiu com uma vida relativamente normal, se casou e teve dois filhos, mas claro que o seu caráter violento não demorou a aparecer e o casamento não durou muito, e ela passou viver sozinha com os filhos. Certa vez a sua irmã Katerina a apresentou a uma amiga da faculdade, uma mulher chamada Barbora Skrlová de 33 anos, que sofria de uma doença glandular, que fazia com que ela aparentasse possuir cerca de 12 anos de idade, e Barbora se aproveitava da aparência para escapar de alguns delitos.

Klara, Barbora e as crianças

Klara, Barbora e as crianças

Barbora, que já havia se passado por uma criança certa vez, e acabou sendo adotada por um casal, conseguiu influenciar as novas amigas a se converterem a uma seita chamada “Movimento Graal“, que tinha preceitos que liberavam os seus praticantes de tabus sociais, como antropofagia, canibalismo, promiscuidade sexual, escravidão e maltrato infantil, em razão de um suposto sentido libertário.

Klara se transforou completamente, ela parou de tomar banho, se vestia com trapos, raspou os cabelos e as sobrancelhas, e aparentava um distúrbio de identidade e personalidade. Não demorou muito até ela se voltar contra os seus filhos, que Barbora a convenceu a prender os meninos nus em uma jaula e coloca-los no sótão, deixando os meninos presos por cerca de um ano, sendo torturados diariamente, de maneira cada vez mais cruel, sendo espancados, queimados, eletrocutados, afogados, além de ficarem amarrados e amordaçados quando alguém visitava a casa.

Barbora Skrlová

Barbora Skrlová

Certa vez Barbora teve a ideia de engordar os meninos para elas praticarem canibalismo, então começaram a os alimentar de maneira forçada, até que Klara começou a arrancar pedaços da perna do próprio filho para que elas pudessem comer. E depois o outro menino foi a vítima, e teve pedaços do braço arrancado para alimentar as três mulheres.

As mulheres então começaram a monitorar os meninos utilizando babás eletrônicas, mas elas não contavam que os vizinhos também possuíam o equipamento para monitorar os seus bebês. Não demorou muito até ocorrer algum tipo de interferência, e os vizinhos começarem a ver as crianças presas, sofrendo todo tipo de maus tratos e reconhecer as três mulheres. No dia 10 de maio de 2007, a polícia recebeu uma denúncia e arrombou o local. Eles relataram um cheiro de sangue e fezes que causavam uma podridão no local onde as crianças ficavam. Um dos garotos estava desmaiado, com as feridas apodrecendo.

Barbora Skrlová como Adam

Barbora Skrlová como Adam

Barbora mais uma vez usou a sua condição, fingiu ser uma criança e abraçou um policial, e ao ser retirada do local aproveitou para fugir. Demorou mais de um ano para polícia conseguir localiza-la. Ela havia fugido para Noruega, adotou uma falsa identidade, raspou os cabelos, enfaixou os seios e se passou por um menino, dizia se chamar Adam e que tinha 13 anos, foi adotada por um casal e matriculada numa escola primaria, mas uma professora vira uma reportagem onde era mostrada uma foto de Barbora, ela notou a semelhança e chamou a polícia local. Claro que os pais ficaram chocados aos saber que seu filho adotado era uma mulher de 35 anos, que era procurada por aqueles fatos violentos.



Criado em meio a filme violentos da sessão da tarde dos anos 90, meu gosto para filme não poderia fugir muito disto. Nunca dispenso um bom filme de ação, daqueles repletos de explosões, carros fazendo grandes saltos, ou alguma cena de luta com diversos tipos de torções, além de socos e chutes capaz de fazer o adversário desmaiar com apenas um golpe.