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Crítica – A Luz Entre Oceanos

O filme não estava na minha lista de mais aguardados, a sinopse não me convenceu, não li o livro, o que me chamou a atenção foi o elenco, cheios de nomes bacanas, que conseguiu aguçou minha curiosidade.

A história é um Romance/Drama que se passa na Austrália, logo depois da primeira guerra mundial. Na primeira parte do filme você se envolve com o casal Tom (Michael Fassbender) e Isabel (Alicia Vikander), a química entre os personagens acontece de forma muito envolvente e bem fofa, depois de um rápido piquenique e algumas cartas, o casamento acontece e os dois se mudam para um farol e vivem esse amor, até os problemas começarem. A vontade de formar uma família coloca o casal em problemas devastadores.

Boa parte do filme acontece nessa ilha onde se encontra o farol, durante as imagens no barco e até em algumas cenas em terra onde o mar é um destaque, a filmagem também se movimenta, achei esse efeito bem interessante, cabendo como uma luva no contexto do filme. O longa tem uma fotografia incrível, as imagens a céu aberto e destaques para a natureza vão encantar todos sem dúvida.

O problema do filme? O roteiro! O filme é longo demais e em determinado momento a história fica maçante, e apesar de emocionar em alguns momentos, eu particularmente tive uma grande dificuldade de me envolver na história, talvez a culpa seja de todos os fatos ligeiramente irreais, ou o comportamento insano da protagonista Isabel (Alicia Vikander), que me irritou em diversos momentos. Como eu disse no início, eu não li o livro e depois de assistir ao filme fiquei curiosa pra saber se foi uma adaptação bacana.

Apesar de todos os erros de roteiro a interpretação de todo o elenco é maravilhosa, Michael Fassbender e Alicia Vikander são destaques nessa geração de atores, e continuam fazendo um trabalho maravilhoso em A Luz Entre Oceanos! Ela leva emoção e um ar de juventude que é essencial para a personagem, ele encanta apesar de ser um protagonista de poucos diálogos, consegue falar com as expressões o que para o contexto do filme é muito mais interessante. Apesar da ótima interpretação dos protagonistas, o destaque foi de Rachel Weisz (Hannah Roennfeldt), ela está maravilhosa, a personagem era a tristeza em pessoa, Rachel me fez estar triste por toda sua história, e apesar do roteiro levemente irreal eu ainda consegui me colocar no lugar da personagem.

O filme é interessante, se você é fã de longas histórias, essa é a sua oportunidade (2h10m), um romance levemente emocionante que apresenta belas interpretações e imagens deslumbrantes.

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Cinéfila com fobia a filme de terror. Teve como primeiro amor Harry Potter, mas hoje o seu futuro marido é ninguém menos que Tony Stark. Adora rever filmes, prefere super produções e ainda não assistiu O Poderoso Chefão!