Search

Crítica – Animais Fantásticos e Onde Habitam

O logo da Warner Bros. em cinza com nuvens e com a música tema de ‘Harry Potter‘ é o suficiente para que a sala de cinema, repleta de fãs da saga, sofra com um misto de suspiro, risos e euforia, por estar de volta ao mundo de magia criado por J.K. Rowling, tudo isso nos primeiros segundos do filme.

Animais Fantásticos e Onde Habitam‘ cumpre o que muitos esperavam, um universo mágico em meio a uma Nova York dos anos 20, com um ambiente muito mais urbano e agitado do que a saga anterior. A fotografia do filme é bem convincente, o que infelizmente não se repete com parte dos fantásticos animais, que tem aquela computação gráfica um pouco menos incrível, que chega aos cinemas com data de validade para os efeitos especiais, ainda que não para todos os animais. Diferente dos efeitos de cena, como explosões e magias.

Já a trama consegue abordar temas importantes nos dias de hoje, como intolerância e aceitação, e mesmo que muitos fãs critiquem a escalação de Johnny Depp exatamente por questões do tipo, as suas poucas participações não chegam a ofender os fãs. Mas evitarei falar do maquiado ator para não estragar a experiência do filme.

Apesar de sabermos que a saga terá cinco filmes, ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam‘ se preocupa em ter um roteiro um pouco mais fechado, com começo, meio e fim bem definidos, sem grandes pontas soltas para as continuações, mas com alguns pequenos fan service para os mais habituados com o universo, e até por conta disto alguns personagens podem passar alguma confusão para quem chega pela primeira vez ao universo mágico da escritora.

Eddie Redmayne conseguiu suportar bem o papel de protagonista, mesmo que os seus trejeitos façam os mais criteriosos ficarem vendo um pouco dos seus antigos personagens no Newt Scamander interpretado por ele. Algo que também acontece com Ezra Miller e Dan Fogler. Ainda assim, mesmo com as suas características marcantes, os três atores se saíram muito bem e entregaram o esperado dos seus personagens.

Katherine Waterston e Alison Sudol também entregam bem os seus papéis, mas o destaque vai para Samantha Morton, que faz a extremista Mary Lou de forma convincente o suficiente para você ficar com raiva dela. Infelizmente o mesmo não se repete com o outro vilão do longa, já que Colin Farrell não chega a comprometer, mas é mais do mesmo outra vez, não muito diferente do que ele fez em ‘True Detective’ e ‘Presságios de um Crime’.

O diretor David Yates soube explorar o melhor dos seus atores, e montou muito bem os detalhes do novo filme da saga de bruxos, deixando um ar mais sombrio, agitado, e uma linguagem que, apesar de diferente do universo de ‘Harry Potter‘, fica fácil de identificar que estamos de volta ao mundo dos bruxos.



Criado em meio a filme violentos da sessão da tarde dos anos 90, meu gosto para filme não poderia fugir muito disto. Nunca dispenso um bom filme de ação, daqueles repletos de explosões, carros fazendo grandes saltos, ou alguma cena de luta com diversos tipos de torções, além de socos e chutes capaz de fazer o adversário desmaiar com apenas um golpe.