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Crítica – Anjos da Noite – Guerras de Sangue

Dezembro está chegando e junto com ele as últimas estreias de 2016, dia primeiro chega o 5º filme da franquia Anjos da Noite nos cinemas, uma daquelas franquias que nos trazem sentimentos controversos, não é a melhor franquia, mas acho que ela funciona para um público específico. Eu gosto de alguns filmes mas fui assistir o último sem nenhuma expectativa, primeiro por conta do tempo, fazem 4 anos desde o último longa, e franquias que demoram para dar continuidade geralmente se perdem no caminho, seja em criar um roteiro completamente diferente dos anteriores ou simplesmente perdem a atenção do seu público.

O primeiro erro são as lacunas de um filme para o outro, o filme começa e nos primeiros 15 minutos eu só me perguntei “O que está acontecendo aqui?”, muita coisa acontece e nada se explica, deixando as pessoas que tiveram a preocupação em assistir os filmes anteriores antes da estreia, completamente perdidos. Durante o decorrer do longa, entendemos o motivo para essa falta de explicação, o 5º filme da franquia vem para mudar o rumo de toda a história, você tem Lycans superpoderosos, guerras internas, um novo clã de vampiros bem diferente do convencional, e a Selene (Kate Beckinsale) perdendo um pouco do seu protagonismo. Apesar disso as lacunas iniciais não deixaram de me incomodar durante todo o decorrer do longa.

O segundo erro são os efeitos, eles simplesmente não funcionam. Imagino que transformar humanos em monstros gigantes cheios de pelos não deve ser um processo muito fácil e barato, mas quando você se propõe a fazer isso, deve-se fazer da melhor maneira possível, não foi o que aconteceu, em alguns momentos do filme isso fica tão feio que toda a trama fica secundária e você só consegue dar atenção para o erro.

Fora os dois pontos citados a cima o filme funciona, pra mim é o filme mais empolgante da franquia. Dessa vez foi realmente produzido para ser um filme de ação. Sem grandes pausas para o drama e o romance, o longa é recheado com boas cenas de lutas. Encontramos uma protagonista e uma vilã bem girlpower, diferente das outras franquias que trazem mulheres em papéis principais, aqui você encontra mulheres completamente independentes, sem nenhum homem as definindo, achei isso maravilhoso.

O elenco funciona bem, mas não existe nenhuma atuação brilhante. Kate Beckinsale apresenta uma Selene diferente das demais, ainda sofrendo mas de uma certa forma mais forte e independente, já Theo James (David) deixa algumas coisas a desejar, já que nesse longa ele vem com um destaque muito maior que no último, Lara Pulver (Semira) é quase cômica ao meu ver, mas no final funciona.

Na minha opinião é o filme mais empolgante da franquia, as cenas de ação são bem bacanas, a trama toma um rumo mais interessante e menos dramático, e os erros não estragam a experiência para os fãs. Não recomendo o 3D, não existe nenhum efeito que justifique o valor mais caro do ingresso.



Cinéfila com fobia a filme de terror. Teve como primeiro amor Harry Potter, mas hoje o seu futuro marido é ninguém menos que Tony Stark. Adora rever filmes, prefere super produções e ainda não assistiu O Poderoso Chefão!