Search

Crítica – Fallen

Fallen é uma estreia muito esperada pelos jovens do mundo inteiro, a série de livros da autora Lauren Kate vendeu só no Brasil mais de 1,5 milhão de exemplares, é foi a queridinha de muitos jovens durante muito tempo. É importante avisar que eu não li o livro, essa crítica é inteiramente baseada nas minhas impressões do filme.

O longa conta a história da jovem de 16 anos Luce (Addison Timlin), que tem algumas visões desde criança e depois de alguns acidentes foi parar em um reformatório, lá ela conhece um jovem pelo qual ela se apaixona instantaneamente, e então começa a viver uma história de amor bem problemática e descobrir alguns mistérios que envolvem sua vida.

Aparentemente o filme tem um enredo que podia ter sido desenvolvido de uma forma mais interessante. A história do romance sobrenatural é um tanto quanto batida, e é impossível não lembrar de crepúsculo durante todo o longa, a personagem Luce tem características bem semelhantes a Bella, e algumas cenas também são bem semelhantes, mas apesar disso o enredo envolvendo anjos caídos, maldições demoníacas e vidas passadas parece muito mais interessante que os outros romances do gênero, outro ponto positivo do enredo são as questões religiosas, que são discutidas abertamente durante algumas cenas a luta entre o bem e o mal, algumas questões bíblicas e a própria ideia de reencarnação, claro que de uma maneira bem superficial mas ainda interessante.

Bom, existe um potencial significativo na história, mas isso não é desenvolvido de nenhuma forma (fiquei até com curiosidade de ler o livro).

O Pior problema pra mim são os efeitos, foram muitos! O tempo todo tinha algum tipo de efeito no filme, alguma luz pra ambientar uma lembrança, ou um efeito desnecessário pro cara sair da piscina, muita neblina e asas que brilham, asas brancas para o anjo bom, asas vermelhas para o anjo mal.

Alguns desses efeitos são justificáveis, como por exemplo as asas, eu não gostei das alternativas que os produtores encontravam, mas entendo o grau de dificuldade de retratar anjos com asas levando uma vida normal, mas fora isso, os outros efeitos foram completamente desnecessários, trabalhando contra o desenvolvimento do enredo de uma forma harmônica.

Outra questão problemática são as interpretações, todas elas são medianas. A produção optou por atrizes e atores pouco conhecidos pelo grande público, o que inicialmente eu achei que poderia ser bem interessante, mas o resultado não foi o esperado. A química entre o casal principal não acontece em momento nenhum, Addison Timlin (Luce) e Jeremy Irvine (Daniel), eles tem interpretações individuais e conjuntas bem apáticas, me lembrando mais uma vez o casal Bella e Edward, O terceiro elemento nesse triângulo amoroso Harrison Gilbertson (Cam) é o único que desperta um certo grau de interesse da produção inteira, os demais tem participações bem insignificantes.

Apesar de ser uma história com um potencial bacana, a produção cinematografia não convence, o que é uma pena por que eu realmente queria ver esse romance jovem acontecer de forma diferente, me resta ler os livros pra ver se Luce e Daniel me encantam como encantam milhões de jovens!



Cinéfila com fobia a filme de terror. Teve como primeiro amor Harry Potter, mas hoje o seu futuro marido é ninguém menos que Tony Stark. Adora rever filmes, prefere super produções e ainda não assistiu O Poderoso Chefão!


  • BEATRIZ ROCHA

    Pelo amor de deus tira esse negocio de triangulo amoroso porque não tem,o personagem só faz o que faz pra implica com os outros personagens li o livro e sei do que estou falando.O triangulo amoroso acontece no segundo livro com outro personagem o Miles.

    • Vitoria Verha

      Tem triângulo amoroso SIM! Ela se interessa pelo Cam SIM!

  • Karine R.

    O mais interessante em ler os livros era o embate entre as forças e essa nova ambientação, anjos-demônios e viagem no tempo. No próprio livro eu tive dificuldade para imaginar certas coisas, mas fiz um esforço pois depois de imaginar todo o universo de HP com a JKR não custava se esforçar para entender a Lauren K., a questão é que se a saga continuar em filme… Mais efeitos serão necessários.
    Em universos fantásticos os efeitos são tudo, os diretores já deveriam saber disso.