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Crítica – John Wick – Um Novo Dia para Matar

Quando o projeto foi anunciado a apreensão tomou conta de mim, ‘De Volta ao Jogo’ é sem dúvida um dos meu filmes de perseguição favoritos, com uma ótima história de vingança, bons diálogos e cenas de ação muito empolgantes. O grande problema do anuncio de uma sequência é o fato que, pra mim, o primeiro longa tem início, meio e fim e seria praticamente impossível dar uma nova motivação para John Wick (Keanu Reeves) tão boa quanto a primeira, foi uma ótima surpresa descobrir que a equipe envolvida nesse longa conseguiu o feito.

Deduzindo que se você está lendo essa crítica, você já viu o primeiro filme, nele John completa sua vingança, mas não recupera seu carro. ‘John Wick – Um Novo Dia para Matar’ tem início nesse ponto, então fica claro que a sequência começa, dias depois dos últimos acontecimentos do primeiro filme.

Eu estaria mentindo se dissesse que o segundo é tão bom quanto o primeiro. Mas é bom o bastante para não se tornar uma sequência frustrante e desnecessária. Os ritmos são muito parecidos, John está mais uma vez atrás de vingança, não tão motivado quanto da primeira vez, mas conseguiram encontrar razões plausíveis para toda a matança, os diálogos continuam poucos mas empolgantes, e a maioria dos personagens secundários são tão interessantes quanto o protagonista. Este é o caso de Gianna Marchesi (Claudia Gerini), que eu adoraria ter visto mais em cena.

Keanu Reeves cumpre seu papel, mas nada muito diferente de seus personagens habituais, exatamente como foi no primeiro filme. O ator e Laurence Fishburne (Rei) voltam a se encontrar depois de ‘Matrix’, e apesar do pouco tempo em cena Laurence faz um ótimo trabalho, e é claro Riccardo Scamarcio (Santino D’Antonio), o novo vilão da história, definitivamente não é tão bom quanto Michael Nyqvist (Viggo Tarasov), antagonista do primeiro filme, mas convence bem.

Para os fãs de filme de ação e perseguição, o longa é um prato cheio, levemente inferior ao primeiro, mas em momento nenhum é frustrante e desnecessário, as atuações são bem positivas, e o visual muito parecido com o original, cumprindo bem a proposta do longa. Vale muito a ida ao cinema!

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Cinéfila com fobia a filme de terror. Teve como primeiro amor Harry Potter, mas hoje o seu futuro marido é ninguém menos que Tony Stark. Adora rever filmes, prefere super produções e ainda não assistiu O Poderoso Chefão!