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Crítica – O Silêncio do Céu

Esse é exatamente um daqueles filmes que te fazem pensar, pensar a respeitos de questões bem serias e que merecem ser discutidas, durante a coletiva, logo depois da exibição, o diretor brasileiro Marco Dutra explica que essa não era exatamente a intenção do filme, mas ao ver a reação dos jornalistas presentes foi exatamente o que aconteceu.

A primeira cena do filme é a Diana (Carolina Dieckmann) sofrendo um estupro, uma cena bem forte no qual Carolina Dieckmann nos apresenta com uma grandiosidade que são para poucas, a segunda cena é exatamente o Mario (Leonardo Sbaraglia) assistindo o crime e não conseguindo intervir na situação. E o filme segue lidando sempre com o silêncio constante entre o casal que lida com uma situação traumatizante para ambos de formas diferentes.

O filme é produzido com uma delicadeza e um cuidado a cada cena, os signos e características muito especificas para cada personagem, impregnam a sensação de mistério de forma constante em todo o longa. As interpretações foram um show à parte, Carolina como Diana está brilhante, um trabalho feito com muito cuidado e em outra língua o que me impressionou muito, ela me convence desde a primeira cena e é impossível não sofrer junto com ela. Apesar de todos os atores estarem ótimos, quero dar ênfase no trabalho de Mirella Pascual como Malena, ela está impecável e apesar de não ter um papel imprescindível no longa, ela faz toda a diferença, acrescentando ainda mais o ar de mistério na trama.

Com a narração feita por dois pontos de vista, é possível entender todos os acontecimentos de forma mais clara, apesar desse ser um daqueles filmes que não tem a preocupação em explicar o porquê das coisas, o que me incomoda um pouco, sou uma daquelas pessoas extremamente curiosas que querem saber TUDO, se você for assim também pode rolar algumas frustrações, mas é importante entender que essa é a proposta do filme.

Para finalizar, mais um ponto para trilha sonora que aparece de forma breve mas assertiva, já que o filme tem o silêncio quase como um personagem, o longa também utiliza muito bem os barulhos do ambiente de forma natural fazendo toda a diferença para o todo.

O filme é bárbaro e precisa ser visto, de preferência em uma sala de cinema com ótima acústica, mas pra você preguiçoso uma ótima notícia, ele já foi comprado pela Netflix, então daqui a um tempo vai ser possível desfrutar dessa maravilha no sofá de casa.



Cinéfila com fobia a filme de terror. Teve como primeiro amor Harry Potter, mas hoje o seu futuro marido é ninguém menos que Tony Stark. Adora rever filmes, prefere super produções e ainda não assistiu O Poderoso Chefão!