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Crítica – Power Rangers

Vale começar essa crítica falando que minhas expectativas para esse longa eram péssimas. As pessoas que assim como eu eram crianças ou jovens no final dos anos 90 início dos anos 2000, vão entender que nenhum dos dois filmes produzidos tinham ficado bons, afinal esperamos grandes feitos para uma equipe que marcou tanto nossa infância e juventude. Depois do desabafo, é com muita alegria que anuncio que sai satisfeita da sala de cinema, não sei se foi o tempo que me deixou menos critica quanto a história dos Rangers, ou se o jovem diretor Dean Israelite também era fã da equipe e conseguiu retratar nas telonas a essência dos ‘Power Rangers’ sem deixar a coisa tosca ou caricata demais, mas no final funcionou.

O longa passa longe da perfeição, mas conseguiu retratar as coisas de uma forma contemporânea, e ao mesmo tempo nostálgica. Foi bem interessante ver a história contada desde o início, e acompanhar jovens quase estranhos e suas dificuldades em formar uma nova equipe e novas amizades também.

Os grandes fãs da série de TV com certeza vão surtar com tamanha nostalgia, bordões como “É hora de morfar” e “Go Go Power Rangers” tomam conta do filme inteiro, a nova produção conseguiu se manter bem fiel as origens da história, produzindo um filme que vai agradar tanto a nova geração que não conhece tantos os heróis, quantos os antigos fãs.

Duas coisas no filme não me agradaram muito, a primeira foram os efeitos especiais. Com os recursos atuais, a coisa podia ter rendido muito mais do que vai ser entregue ao público, apesar de acharem soluções interessantes pra situações que não funcionariam muito bem agora como por exemplo o Zordon, nenhum efeito muito bacana foi apresentado no longa.

O meu segundo incomodo aconteceu por conta das atuações. Claro que encontramos pontos positivos como Zordon (Bryan Cranston), e o personagem Alpha 5 que foi o único alivio cômico do filme que deu certo, mas no geral todas as interpretações foram medianas, inclusive a atriz Elizabeth Banks que deu vida a vilã Rita Repulsa, que deveria ter tido um destaque maior na trama.

O filme como um todo é bom, um enredo interessante e uma boa introdução para o que pode vir a ser tornar uma franquia de sucesso. Vale ir dar uma conferida na produção nos cinemas, e prestar atenção na trilha sonora que está bem bacana.



Eu comecei a gostar de cinema porque a minha mãe gostava muito, em casa tínhamos um costume, toda segunda-feira, era dia de filme. Acredito que todo filme pode trazer algum sentimento, por isso não dispenso um que possa me deixar apreensiva, ansiosa, que me faça chorar de dar risada e alegrar o meu dia, gosto dos filmes acolhedores, aqueles que te levam a um tempo bom da sua vida e te deixam confortável, onde quer que esteja.