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Crítica – Sing-Quem Canta seus Males Espanta

Confesso que sou uma amante das animações, mas como esse ano está fraco de bons desenhos, fui com a minha expectativa bem baixa para ver o filme. O trailer era bem divertido e destacava o porquinho Gunter, que realmente rouba a cena durante toda a trama.

Temos que concordar que a maioria das animações devem ser vistas dublados, para garantir uma diversão maior, eu assisti a versão legendada do filme, que conta com dubladores bem famosos, mas mesmo assim achei o filme muito engraçado. Isso se deve aos trejeitos dos personagens, que são mais interessantes e expressivos que as próprias piadas.

A animação diverte a todos do inicio ao fim, contando histórias coerentes de cada um de seus personagens. Como cada personagem vive em uma realidade distinta, logo espelhamos nossa realidade no desenho. Uma das histórias é a de uma mãe de família que tem que se desdobrar em uma rotina dupla, para seguir o sonho de ser cantora.

Os personagens são um espetáculo a parte, o grande destaque fica com a dupla Rosita e Gunter, o porquinho dança como ninguém e a todo momento nos faz rir, já Rosita encanta por sua realidade tão comum e seu talento nato. A trilha sonora é um show, as músicas nos fazem cantar junto e querer levantar da cadeira para dançar, vemos músicas antigas e novas interpretadas pelos bichinhos, são mais de 85 sucessos que vão de Frank Sinatra a Lady Gaga.

Como a maioria dos desenhos, ‘Sing‘ também passa uma lição de moral, que é a importância da amizade, a igualdade e o poder da união. Por conta disso amo as animações com animais, sempre mostrando que no reino animal são todos diferentes mas tratados com sua devida importância, isso também ocorre com ‘Sing‘.

O desenho é muito bem feito com efeitos simples mais efetivos, algumas vezes as paisagens parecem ser verdadeiras. A cena do desabamento me encantou muito por sua veracidade e realismo. O roteiro consegue nos segurar a todo instante, não existe aquela parada que nos deixa entediados, e tudo acontece de forma natural.

Se existe a possibilidade de uma batalha no Oscar entre ‘Zootopia‘ e ‘Sing‘, na minha humilde opinião os bichinhos de ‘Sing‘ levam a melhor.

Indico o filme para toda a família, não deixe de conferir e rir com a melhor animação de 2016.

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Eu comecei a gostar de cinema porque a minha mãe gostava muito, em casa tínhamos um costume, toda segunda-feira, era dia de filme. Acredito que todo filme pode trazer algum sentimento, por isso não dispenso um que possa me deixar apreensiva, ansiosa, que me faça chorar de dar risada e alegrar o meu dia, gosto dos filmes acolhedores, aqueles que te levam a um tempo bom da sua vida e te deixam confortável, onde quer que esteja.